A Habituação da Excitação Sexual (1985)

COMENTÁRIOS: Estudo demonstrando habituação (diminuição da resposta à dopamina) ao mesmo sexo, e um aumento na excitação sexual (aumento da dopamina) quando exposto a um novo estímulo sexual. Este é um exemplo do efeito Coolidge em ação - mais dopamina quando apresentada a uma nova possibilidade sexual. A novidade é o que torna a pornografia na Internet diferente da pornografia do passado.


Arch Sex Behav. 1985 Jun;14(3):233-46.

O'Donohue WT, Geer JH.

Sumário

Os efeitos de dois níveis de intensidade de estímulo (médio e alto) e dois níveis de variabilidade de estímulo (estímulos variados e estímulos constantes) na habituação da excitação sexual subjetiva e fisiológica foram investigados em um experimento fatorial 2 X 2. Quarenta voluntários do sexo masculino serviram como sujeitos.

Foi hipotetizado que, em comparação com estímulos constantes, estímulos variados produziriam taxas mais altas de atenuação da resposta nos índices de excitação sexual. Esta hipótese foi confirmada tanto para a resposta peniana quanto para uma medida subjetiva de excitação sexual.

Em segundo lugar, foi hipotetizado que os estímulos de intensidade média produziriam taxas mais altas de resposta de atenuação nos índices subjetivos e fisiológicos de excitação sexual do que os estímulos de alta intensidade. Esta hipótese foi parcialmente confirmada para excitação subjetiva, mas não foi confirmada para a medida fisiológica da excitação sexual. Estes resultados foram interpretados como apoiando as noções de que a excitação sexual a estímulos eróticos diminui com apresentações repetidas de estímulos e, desde o desenho experimental adequadamente controlado para fadiga fisiológica, que um processo de habituação está envolvido neste decréscimo observado. As implicações da habituação para a pesquisa sexual são discutidas.

PMID: 4004547