J Sex Med. A partir de 2016 de maio;13(5):760-77. doi: 10.1016/j.jsxm.2016.03.002.
Duffy A1, Dawson DL2, das Nair R3.
Sumário
INTRODUÇÃO:
A autopercepção do vício em pornografia (SPPA) tem emergido cada vez mais como um conceito na pesquisa e na cultura popular, e os comentaristas alertam para o impacto negativo relatado que isso tem. Apesar disso, “pornografia ou vício em pornografia” não é um transtorno formalmente reconhecido e há divergências entre os pesquisadores quanto à sua definição ou mesmo à sua existência. Portanto, a forma como o SPPA é operacionalizado geralmente varia, e isso provavelmente influenciará as conclusões feitas sobre o impacto do SPPA.
AIM:
Esta revisão teve como objetivo examinar qual é o suposto impacto do SPPA e como o conceito é operacionalizado.
MÉTODOS:
Uma revisão sistemática de artigos de periódicos peer-reviewed quantitativos e qualitativos foi realizada. Os bancos de dados a seguir foram pesquisados até novembro: 2015: CINAHL (2001-2015), Embase (1974-2015), Medline (1946-2015), PsychARTICLES (1980) e PsychInfo (1806-2015). Os termos utilizados foram pornografia *, material sexualmente explícito, SEM, erótico *, não-parafílico, cyberpornography, viciado *, problemático, excesso *, compulsivo *, impulso *, impacto, effec *, behav * e causa. Um asterisco após um termo significa que todos os termos que começam com essa raiz foram incluídos na pesquisa.
MEDIDAS PRINCIPAIS DO RESULTADO:
Uma revisão da literatura atual sobre o SPPA e seu impacto relatado.
RESULTADOS:
Descobrimos que o SPPA é mais frequentemente operacionalizado como uso excessivo de pornografia e consequências negativas. Como resultado, os pesquisadores tenderam a enfocar a frequência do uso de pornografia e o impacto relacionado como determinantes do SPPA. O SPPA afeta os usuários e seus parceiros de maneiras semelhantes, como maior sensação de isolamento e falhas de relacionamento. No entanto, encontramos algumas limitações metodológicas dos estudos primários, que limitam a força das conclusões que podem ser tiradas. As limitações incluem a falta de amostras representativas e medições inadequadas do SPPA e seu impacto.
CONCLUSÃO:
Ainda existe um debate sobre a definição e etiologia do SPPA como distinto do vício do sexo autopercebido. Como tal, o panorama da pesquisa é moldado por diferentes perspectivas teóricas. Sem evidência para sugerir uma posição teórica como superior a outra, os clínicos podem estar em risco de recomendar tratamento que esteja de acordo com sua perspectiva teórica (ou preconceitos pessoais), mas em desacordo com as motivações que levam um indivíduo a se envolver em comportamentos sexuais específicos. À luz destes resultados, a revisão conclui com recomendações para pesquisas futuras.
PALAVRAS-CHAVE: Vício; Definições Impacto; Pornografia; Reveja
PMID: 27114191