Marta García Barba, Juan Enrique Nebot García, Beatriz Gil Juliá, Cristina Giménez García
àgora de salut. vol. vi. issn: 2443-9827. doi: http: //dx.doi.! org / 10.6035 / agorasalut.2019.6.15 - pp. 137-146
Sumário
Introdução: O uso do cibersexo é uma prática sexual generalizada que pode ter consequências negativas quando usada de forma inadequada, como facilitar práticas sexuais de risco.
Objetivo: O objetivo deste estudo é verificar se o uso abusivo do cibersexo influencia a frequência com que as práticas sexuais de risco são realizadas.
Método: Participaram 160 pessoas (80 perfis recreativos e 80 perfis de risco cibersexo) com idades entre 18 e 28 anos (M = 22.36; DP = 2.66). Todos completaram a versão em espanhol do Internet Sex Screening Test (ISST) (Ballester-Arnal, Gil-Llario, Gómez-Martínez & Gil-Juliá 2010) e algumas perguntas sobre práticas sexuais de risco.
Resultados: Não foram encontradas diferenças significativas entre os dois grupos quanto à frequência com que mantêm relações sexuais. Existe uma associação positiva entre mais abuso de cibersexo e comportamentos de risco no sexo oral, sexo anal, com parceiro esporádico e depois de consumir álcool e outras drogas. O grupo que consome sexo cibernético de forma abusiva realizou mais práticas sexuais observadas na Internet, apesar de saber que podem ser perigosas (como a asfixia), do que aquelas que fazem uso recreativo dessa ferramenta.
Conclusões: Haveria um padrão diferencial, baseado no consumo de sexo cibernético, em práticas sexuais de risco que expõem a saúde física e mental dos jovens! Por esse motivo, consideramos importante a realização de atividades preventivas que informem sobre o uso desta ferramenta, seus benefícios e desvantagens e como reduzir os riscos a ela relacionados.
Palavras-chave: Cybersex, práticas sexuais de risco, uso abusivo, uso recreativo, saúde.