Neuropsychologia. 2009 setembro;47(11):2272-81. doi: 10.1016/j.neuropsychologia.2009.01.015.
Krebs RM1, Schott BH, Schütze H, Düzel E.
Sumário
Nossa hipótese é que novos estímulos representam sinais de aprendizagem salientes que podem motivar a 'exploração' em busca de recompensas potenciais. Em teorias computacionais de aprendizagem por reforço, isso é referido como a novidade 'bônus de exploração' para recompensas. Se verdadeiro, a novidade de estímulo deve aumentar os sinais de antecipação de recompensa em áreas do cérebro que fazem parte do circuito dopaminérgico e, assim, reduzir as respostas aos resultados de recompensa. Nós investigamos essa hipótese em dois experimentos de fMRI. Imagens de cenas naturais complexas previam recompensa monetária ou um resultado neutro em virtude da representação de cenas internas ou externas. Metade das imagens neutras e de previsão de recompensas foi familiarizada no dia anterior, a outra metade era nova. No experimento 1, os sujeitos indicaram se as imagens eram novas ou familiares, enquanto no experimento 2, eles decidiram explicitamente se as imagens previam ou não recompensa ao representar cenas internas ou externas. A novidade levou ao aumento hipotético das respostas de predição de recompensa mesolímbica e à redução concomitante de respostas mesolímbicas aos resultados de recompensa. No entanto, esse efeito foi fortemente dependente da tarefa e ocorreu apenas no experimento 2, quando a propriedade preditora de recompensa de cada imagem foi atendida. A memória de reconhecimento para os estímulos novos e familiares (após 24h) foi aumentada pela antecipação de recompensa em ambas as tarefas. Essas descobertas são compatíveis com a proposição de que a novidade pode atuar como um bônus para recompensas sob condições em que as recompensas são atendidas explicitamente, enviesando assim o organismo para a antecipação de recompensa e fornecendo um sinal motivacional para a exploração.