J Sex Med. 2010 Jun;7(6):2166-73. doi: 10.1111 / j.1743-6109.2009.01542.x. Epub 2009 Oct 30.
Sumário
INTRODUÇÃO:
Poucos estudos de base populacional sobre disfunção erétil (ED) incluíram indivíduos com menos de 40 anos de idade e analisaram os diversos fatores e conseqüências potencialmente associados a essa condição.
AIM:
Avaliação da prevalência de disfunção erétil (DE) e fatores associados em uma amostra de homens brasileiros com idade entre 18 e 40 anos.
MÉTODOS:
Estudo transversal em que os sujeitos foram contatados em locais públicos de 18 grandes cidades brasileiras e entrevistados por meio de questionário anônimo. Os dados da pesquisa foram submetidos a análises de qui-quadrado, teste t de Student e regressão logística.
MEDIDAS PRINCIPAIS DO RESULTADO:
Os dados foram coletados por meio de um questionário autoadministrado com questões 87 sobre variáveis sociodemográficas, estado geral de saúde, hábitos e fatores relacionados ao estilo de vida, comportamento sexual e dificuldades sexuais, incluindo DE, avaliado por uma única questão.
RESULTADOS:
A prevalência de disfunção erétil em homens 1,947 foi de 35.0% (73.7% leve, 26.3% moderada / completa). Maior frequência de TA foi observada em indivíduos que nunca tiveram informações sobre sexo, tiveram dificuldades no início da vida sexual e nunca se masturbaram. A DE foi associada ao menor nível de escolaridade, mas não à raça, orientação sexual, emprego ou estado civil. Além disso, nenhuma associação foi encontrada entre DE e tabagismo, alcoolismo, obesidade, vida sedentária, diabetes, hipertensão, doença cardiovascular, hiperlipidemia, depressão ou ansiedade. A DE causou impacto negativo na autoestima masculina, nos relacionamentos interpessoais, nas atividades de trabalho e lazer e na satisfação com a vida sexual. Menos de 10% dos homens com disfunção erétil receberam tratamento médico para esse problema.
CONCLUSÕES:
A prevalência de disfunção erétil nessa população jovem foi alta, principalmente de gravidade leve. Baixa escolaridade e problemas psicossociais estiveram associados aos TA e, provavelmente devido à pouca idade dos sujeitos da amostra, nenhuma associação foi encontrada com problemas orgânicos. Medidas nas áreas de educação e prevenção de dificuldades psicossociais teriam um impacto positivo no controle da disfunção erétil na população jovem.