Curr Opin Clin Nutr Metab Care. 2010 Jul;13(4):359-65. doi: 10.1097/MCO.0b013e32833ad4d4.
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fonte
Harvard Medical School e Harvard Business School, Universidade de Harvard, Cambridge, Massachusetts, EUA.
Sumário
FINALIDADE DA REVISÃO:
Revisar trabalhos recentes sobre transtornos relacionados ao uso de alimentos, incluindo dependência alimentar, e destacar as semelhanças e diferenças entre alimentos e drogas de abuso.
ACHADOS RECENTES:
Trabalhos recentes sobre transtornos do uso de alimentos demonstraram que as mesmas vias neurobiológicas que estão implicadas no abuso de drogas também modulam o consumo de alimentos e que a regulação da ingestão de alimentos pelo corpo envolve um conjunto complexo de redes de sinalização periféricas e centrais. Além disso, uma nova pesquisa indica que os ratos podem se tornar viciados em certos alimentos, que homens e mulheres podem responder de maneira diferente a estímulos alimentares externos e que o ambiente intrauterino pode impactar significativamente o risco subsequente de uma criança desenvolver obesidade, diabetes e hipercolesterolemia.
RESUMO:
Primeiro, o trabalho apresentado nesta revisão apoia fortemente a noção de que a dependência alimentar é um fenômeno real. Segundo, embora alimentos e drogas de abuso atuem nas mesmas redes centrais, o consumo de alimentos também é regulado por sistemas de sinalização periféricos, o que aumenta a complexidade de entender como o corpo regula a alimentação e o tratamento de hábitos alimentares patológicos. Terceiro, a pesquisa neurobiológica revisada aqui indica que intervenções farmacológicas e comportamentais tradicionais para outros transtornos por uso de substâncias podem ser úteis no tratamento da obesidade.