Psiquiatria Frente. 2019 Feb 22; 10: 73. doi: 10.3389 / fpsyt.2019.00073.
Khoury JM1,2,3, Couto LFSC1, Santos DA1, E Silva VHO1, Drumond JPS2, Silva LLCE2, Malloy-Diniz L1,3, Albuquerque MR3,4,5, das Neves MCL1,3,5, Duarte Garcia F1,3,5,6.
Sumário
Introdução: O Smartphone Addiction (SA) causou conseqüências negativas e prejuízos funcionais em estudantes universitários, como a redução do desempenho acadêmico e o comprometimento da qualidade do sono. Estudos têm mostrado que indivíduos com dependências químicas e comportamentais têm um viés no processo de tomada de decisão, o que leva a escolhas vantajosas de curto prazo, mesmo que causem danos a longo prazo. Esse viés no processo de tomada de decisão é acompanhado por uma mudança nos marcadores somáticos e está associado ao desenvolvimento e à manutenção do comportamento aditivo. O processo de tomada de decisão e a medição de parâmetros fisiológicos ainda não foram analisados no SA. A caracterização neuropsicológica e fisiológica das AS pode contribuir para sua abordagem com as demais síndromes de dependência e para o seu reconhecimento como doença.
Objetivo: Nosso objetivo foi avaliar o processo de tomada de decisão sob risco e sob ambigüidade em indivíduos com AS e medir os parâmetros fisiológicos que acompanham esse processo.
Método: Comparamos o desempenho na Iowa Gambling Task (IGT), na Game of Dice Task (GDT) e na resposta de condutância da pele (SCR) entre indivíduos 50 com controles SA e 50.
Resultados: Dependentes de smartphones apresentaram um perfil de comprometimento na tomada de decisão sob ambigüidade, sem prejuízo na tomada de decisão sob risco. Eles demonstraram menor SCR antes de escolhas desvantajosas, maior SCR após recompensas e menor SCR após punições durante a tomada de decisão, o que sugere dificuldade em reconhecer alternativas desvantajosas, alta sensibilidade a recompensas e baixa sensibilidade a punições.
Conclusão: O prejuízo no processo de tomada de decisão em dependentes de smartphones é semelhante ao encontrado em outros vícios químicos e comportamentais, como a dependência do álcool, os distúrbios do jogo e a compra patológica. O comprometimento na decisão sob ambiguidade com preservação da decisão sob risco pode refletir disfunção dos processos emocionais implícitos sem disfunção do processo cognitivo explícito. Esse perfil pode contribuir para o reconhecimento da SA como dependência comportamental e para orientar estratégias preventivas e terapêuticas específicas.
PALAVRAS-CHAVE: tomando uma decisão; jogo de tarefa de dados; baixo teste de jogo; condutância da pele; vício em smartphones; marcadores somáticos
PMID: 30853918
PMCID: PMC6395375
DOI: 10.3389 / fpsyt.2019.00073