Uso simultâneo de múltiplas mídias prejudica habilidade de atenção, mostra estudo
By Susan Gaidos
19 de outubro de 2015
DÉFICIT DE ATENÇÃO Adolescentes que rotineiramente manipulam múltiplas formas de tecnologia ao mesmo tempo podem pensar que estão aumentando sua capacidade de se concentrar em múltiplas tarefas, mas um novo estudo diz que não são.
CHICAGO - Adolescentes gostam tanto de aparelhos de alta tecnologia que costumam usá-los de uma só vez. Enquanto fazem lição de casa ou jogam videogames, os adolescentes podem ouvir música ou assistir à TV, enquanto mandam mensagens para seus amigos. Algumas dessas equipes multitarefas pensam que estão aumentando sua capacidade de participar de várias atividades, mas na verdade estão mais propensas a enfraquecer sua capacidade de concentração, disse a psicóloga Mona Moisala, da Universidade de Helsinque, em outubro 18 na reunião anual da Society for Neuroscience.
Moisala e seus colegas testaram 149 adolescentes e jovens adultos, com idades entre 13 e 24, que regularmente fazem malabarismos com várias formas de mídia ou jogam videogames diariamente. Cada participante teve que focar a atenção nas sentenças (algumas lógicas, algumas ilógicas) sob três condições: sem distrações, enquanto ouvia sons que distraíam e enquanto ouvia uma frase e lia outra sentença.
Usando ressonância magnética funcional para rastrear a atividade cerebral, os pesquisadores descobriram que o jogo diário não teve efeito sobre a capacidade de concentração dos participantes. Aqueles que lidam com múltiplas formas de mídia eletrônica, no entanto, tiveram mais dificuldade em prestar atenção. Multitarefas tiveram um desempenho geral inferior, mesmo quando não estavam sendo distraídos. Imagens cerebrais mostraram que os multitarefas também mostraram um nível mais alto de atividade no córtex pré-frontal direito, uma área do cérebro implicada na resolução de problemas e no processamento de pensamentos e emoções complexos.
"Os participantes com a maior freqüência relatada de uso de multimídia mostraram os mais altos níveis de ativação cerebral nesta área", disse Moisala. “Além disso, esses adolescentes se saíram pior na tarefa.”