Addict Behav. 2017 Sep; 72: 57-63. doi: 10.1016 / j.addbeh.2017.03.018. Epub 2017 Mar 27.
Calvete E1, Gámez-Guadix M2, Cortazar N3.
Sumário
INTRODUÇÃO:
O objetivo deste estudo foi estudar as associações transversais e longitudinais entre as facetas mindfulness e o uso problemático da Internet em adolescentes.
MÉTODOS:
A amostra foi constituída por adolescentes 609 (meninas 313, meninos 296; idade média = 14.21years, SD = 1.71; faixa etária 11-18). Os participantes completaram uma medida de cinco facetas de mindfulness (descrevendo, observando, agindo com consciência, não julgando e não reagindo) no começo do ano, e medidas de vários componentes do uso problemático da Internet (preferência por interações sociais online, o uso da Internet para regular o humor, a autorregulação deficiente e os resultados negativos) no início do ano e seis meses depois.
RESULTADOS:
Os resultados indicaram que o não julgamento é a única dimensão da atenção plena que prevê uma diminuição na preferência por interações sociais on-line sobre relacionamentos face a face. Além disso, o não julgamento previu indiretamente reduções no restante dos componentes problemáticos de uso da Internet. As dimensões observar e agir conscientemente da atenção plena previam diretamente uma autorregulação menos deficiente do uso da Internet e indiretamente previam resultados menos negativos por meio de seu impacto na autorregulação deficiente. Assim, essas dimensões parecem agir quando o uso desadaptativo da Internet é consolidado.
CONCLUSÕES:
Essas descobertas sugerem que as intervenções devem incluir abordagens para desenvolver as facetas da atenção plena que protegem contra o desenvolvimento do uso problemático da Internet.
PALAVRAS-CHAVE: Adolescentes; Facetas Mindfulness; Uso problemático da Internet
PMID: 28371695
DOI: 10.1016 / j.addbeh.2017.03.018