J Med Syst. 2018 Apr 26;42(6):106. doi: 10.1007/s10916-018-0958-x.
Loredo E Silva MP1, de Souza Matos BD1, da Silva Ezequiel O1, Lucchetti ALG1, Lucchetti G2.
Sumário
O uso de smartphones está revolucionando a forma como as informações são adquiridas, levando a profundas modificações no ensino da medicina. No entanto, o uso inadvertido pode afetar negativamente a aprendizagem do aluno. O presente estudo tem como objetivo avaliar o uso de smartphones no contexto educacional, bem como o vício em Internet e suas repercussões na aprendizagem superficial e profunda e compará-los durante as diferentes fases da formação de estudantes de medicina. Trata-se de um estudo transversal envolvendo estudantes de medicina em todas as fases do ensino. Foram analisados dados sociodemográficos, tipo e frequência de uso de smartphones, grau de dependência digital (Internet Addiction Test - IAT) e abordagens superficiais e profundas de aprendizagem (Biggs). Um total de 710 alunos foram incluídos. Quase todos os alunos possuíam smartphone e 96.8% o utilizavam durante palestras, aulas e reuniões. Menos da metade dos alunos (47.3%) relatou usar smartphone por mais de 10 minutos para fins educacionais, uso maior entre os alunos em estágio. Pelo menos 95% relataram usar smartphone em sala de aula para atividades não relacionadas à medicina (redes sociais e busca de informações gerais) e 68.2% foram considerados usuários problemáticos da Internet de acordo com o IAT. Os motivos mais comuns para o uso não educacional eram que a aula era desinteressante, os alunos precisavam receber ou fazer uma chamada importante e a estratégia educacional não era estimulante. A “frequência de uso de smartphone” e o “vício em internet” mais alto foram correlacionados a níveis mais altos de aprendizagem superficial e níveis mais baixos de aprendizagem profunda. Os educadores devem aconselhar e educar seus alunos sobre o uso consciente desta ferramenta para evitar um impacto prejudicial no processo de aprendizagem.
PALAVRAS-CHAVE: Aplicativos (apps); Dependência digital; Estudantes de medicina; Dispositivos móveis
PMID: 29700626
DOI: 10.1007 / s10916-018-0958-x