Os opióides endógenos medeiam a inibição sexual, mas não a hipersensibilidade ao fármaco induzida pela saciedade sexual em ratos machos (2013)

Behaviour Neurosci. 2013 Jun;127(3):458-64. doi: 10.1037/a0032332.

Garduño-Gutiérrez R, Guadarrama-Bazante L, León-Olea M, Rodríguez-Manzo G.

fonte

Departamento de Farmacobiología, Cinvestav Sede Sul, Cinvestav Sede Sur, Cidade do México, México.

Sumário

A ejaculação promove liberação endógena de opióides. A cópula até a exaustão produz várias alterações comportamentais e fisiológicas duradouras, entre as quais a inibição do comportamento sexual de longa duração e a hipersensibilidade generalizada a drogas são as mais evidentes. Como a cópula até a exaustão envolve múltiplas ejaculações sucessivas, neste trabalho hipotetizamos que os opioides endógenos liberados por múltiplas ejaculações durante o processo de cópula até a exaustão podem mediar as mudanças induzidas pela saciação sexual mencionadas anteriormente. Para testar essa hipótese, ratos machos sexualmente experientes foram injetados com o antagonista do receptor opióide naltrexona antes da cópula até a exaustão e foram testados quanto a comportamento sexual ou hipersensibilidade a drogas 24 h mais tarde. Este último foi avaliado pelo aparecimento do sinal de postura plana da síndrome serotoninérgica, em resposta a doses do agonista do receptor 5-hidroxitriptamina-1A (5-HT1A) 8-hidroxi-2-di-n-propilamino-tetralina ( 8-OH-DPAT), inferiores aos que normalmente induzem este sinal. O efeito da administração de naltrexona a animais já sexualmente exauridos (isto é, 24 h após o processo de saciedade sexual) em ambas as respostas também foi testado.

Os resultados mostraram que os opióides endógenos mediam o estabelecimento e a manutenção da inibição do comportamento sexual de longa duração, mas não a hipersensibilidade ao medicamento. (para 8-OH-DPAT) característica de ratos machos sexualmente exauridos. Conclui-se que, embora ambos os fenômenos apareçam como conseqüência da cópula à saciedade e sigam o mesmo curso de recuperação, eles são produzidos por mecanismos distintos.

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