COMENTÁRIOS: Viciados em sexo diferem significativamente dos viciados em pornografia na internet.
J Behav. 2016 Oct 24: 1-8.
Wéry A1,2, Vogelaere K1, Challet-Bouju G3,4, Poudat FX3, Caillon J3,4, Alavanca D3, Billieux J1,2, Grall-Bronnec M3,4.
Sumário
Antecedentes e objetivos
A pesquisa sobre o vício sexual floresceu durante a última década, promovida pelo desenvolvimento de um número crescente de atividades sexuais online. Apesar do acúmulo de estudos, no entanto, as evidências coletadas em amostras clínicas de pessoas em busca de tratamento permanecem escassas. O objetivo deste estudo foi descrever as características (sócio-demográficas, hábitos sexuais e comorbidades) de autoidentificados “viciados em sexo”.
O Propósito
A amostra foi composta por pacientes 72 que consultaram um centro de tratamento ambulatorial em relação aos seus comportamentos sexuais. Os dados foram coletados por meio de uma combinação de entrevistas estruturadas e medidas de autorrelato.
Consistentes A maioria dos pacientes era do sexo masculino (94.4%) com idades entre 20-76 anos (média 40.3 ± 10.9). O endosso do diagnóstico de dependência sexual variou de 56.9% a 95.8% dependendo dos critérios utilizados. Os comportamentos sexuais relatados com maior grau de comprometimento funcional foram ter múltiplos parceiros sexuais (56%), ter relação sexual desprotegida (51.9%) e usar sexo virtual (43.6%). Noventa por cento dos pacientes endossaram um diagnóstico psiquiátrico comórbido e 60.6% apresentaram pelo menos uma parafilia.
Conclusões Os resultados mostraram perfis altamente diferentes em termos de preferências e comportamentos sexuais, bem como comorbidades envolvidas. Estes resultados destacam a necessidade de desenvolver intervenções psicoterapêuticas sob medida levando em consideração a complexidade e heterogeneidade do transtorno.
PALAVRAS-CHAVE:
comorbidades; comportamento sexual excessivo; hipersexualidade; vício sexual